A Vida Interior Simplificada e Reconduzida ao seu Fundamento
Pollien e a história do livro

François de Sales Pollien (1853 a 1936) foi um monge cartuxo. A tradição bibliográfica identifica nele o autor desta obra, embora o livro tenha saído anônimo: no próprio texto só assina o editor.
A obra nasceu de um manuscrito que o autor entregou a Joseph Tissot, Missionário de São Francisco de Sales, com plena liberdade para dele fazer o que quisesse. Foi Tissot quem o adotou, deu-lhe título e o publicou, em Annecy, em 1894, com duas aprovações episcopais no mesmo ano, a do Bispo de Annecy e a do Cardeal Bourret, Bispo de Rodez.
O espírito é salesiano: reduzir toda a vida interior a um só fundamento, o cumprimento da vontade e da glória de Deus, e dele deduzir tudo por via racional e teológica, sem sentimentalismo.
Edição brasileira (Ecclesiae). O texto original, de 1894, saiu anônimo, assinado apenas pelo editor.
Fui criado para a glória de Deus, e dela tudo se deduz.
Esquema geral
As três regiões
O quadro acima dá a arquitetura em três palavras. Aqui elas se abrem nos livros que as compõem, e cada região mostra onde a leitura do oratório está neste momento.
Para que existo. Toda a vida interior começa por reconhecer o fim: a união com Deus, princípio e termo de tudo.
- Os elementos: a criação e o seu fim
- A organização: a piedade e o seu contrário
- O crescimento: os graus da vida na graça
- Os cimos: a santidade e a consumação
A vontade de Deus é o caminho único. Nela a alma encontra a regra de tudo, na vontade significada e na de beneplácito.
- A vontade significada: mandamentos, conselhos e deveres
- A vontade de beneplácito: a ação divina e a piedade passiva
- A concorrência das duas vontades: a aliança do querer de Deus e o nosso
Os instrumentos da vida interior: a penitência que purifica, os exercícios que sustentam, e a graça que tudo opera.
- As práticas de penitência: mortificação e humildade
- Os exercícios de piedade: o exame de consciência e a oração
- A graça: os sacramentos, Maria e Cristo