Liderança Virtuosa
HavardParte IVAbertura
Parte IV · Liderança e realização pessoal · Abertura

Liderança e realização pessoal

Essência

Sabido o que são as virtudes e como se adquirem, resta perguntar o que elas fazem de quem as pratica. A resposta desloca o eixo do livro: o motivo de buscar a virtude não é tornar-se bom naquilo que se faz, e sim realizar-se plenamente como homem. A eficácia profissional não é o objetivo da melhora de si, é apenas um dos seus muitos resultados felizes. Posto isso, a parte fecha comparando duas éticas, e mostra por que uma ética reduzida a normas fica muito aquém da ética das virtudes.

as virtudes foram descritas
o modo de adquiri-las, explicado
agora se pergunta o que elas produzem
e a resposta é maturidade, não desempenho
daí a insuficiência de uma ética de normas

O deslocamento que esta parte opera

Até aqui alguém poderia ler o livro como um manual de eficácia, e esta abertura corta essa leitura pela raiz. O motivo que move o líder a buscar a virtude não é simplesmente tornar-se bom naquilo que faz, e sim realizar-se por inteiro como ser humano.

O fim e o efeitoa distinção que reordena tudo

A eficácia profissional não é o objetivo do aperfeiçoamento de si. É apenas um entre os muitos resultados felizes que dele decorrem. Quem inverte isso e busca a virtude pelo rendimento perdeu de vista o que a virtude é.

Disso decorre a ordem dos três capítulos: primeiro o retrato de quem amadureceu, depois o que a virtude dá e o que ela não pode dar, e por fim a crítica ao sistema moral que promete a mesma coisa por outro caminho, o das regras.

O plano da parte

Os três capítulos
1
O perfil moral do lídercapítulo 1, os sinais da maturidade de juízo, emocional e de conduta, e os desvios que a imaturidade produz
2
Virtude e realização pessoalcapítulo 2, a virtude como plenitude do que se pode ser, e a distinção entre a alegria que ela dá e a felicidade que não está no nosso alcance
3
As armadilhas de uma ética baseada em normascapítulo 3, por que as regras não podem ser fundamento último, e o que acontece com quem as toma por isso
Nota bene

Esta parte é o ponto em que o livro se afasta com mais clareza da literatura corrente de liderança. O que está em causa aqui não é desempenho, é antropologia: o que é um homem realizado, e por que a virtude é o nome disso.

Pontos-chave
A Parte III mostrou como as virtudes se adquirem; esta mostra o que elas fazem de quem as pratica.
O motivo de buscar a virtude não é ficar bom no próprio ofício, é realizar-se como homem.
A eficácia profissional não é o fim do aperfeiçoamento, é um dos seus efeitos.
A parte se fecha comparando a ética das virtudes com a ética das normas, em desvantagem para a segunda.
Para reter

Aqui se pergunta para que serve tudo o que veio antes, e a resposta recusa a leitura utilitária: busca-se a virtude para ser homem por inteiro, não para render mais. Render mais é consequência, e das felizes. Posto isso, ficam três passos: o retrato de quem amadureceu, o que a virtude dá e o que ela não promete, e por que viver de regras não substitui viver de virtudes.

Fonte · Part Four, Leadership and Self-Fulfillment
← Anterior
Líderes de inteligência, vontade e coração
Próximo →
O perfil moral do líder