Liderança Virtuosa
Havard e a história do livro
Alexandre Havard nasceu em 1962, em Paris, numa família de emigrados russos e georgianos. Formou-se em Direito e exerceu a advocacia antes de se dedicar à formação de dirigentes.
A obra nasce de uma constatação simples: a literatura corrente sobre liderança se ocupa de técnicas, e as técnicas não formam ninguém. O que forma é o caráter, e o caráter se constrói por virtudes. O livro recolhe a tradição clássica das virtudes, sobretudo a de Aristóteles e a de Santo Tomás, e a devolve ao terreno do governo e do trabalho.
O horizonte é declaradamente católico. As epígrafes vêm em boa parte de São Josemaría Escrivá, e a última parte trata do modo como as virtudes sobrenaturais, infundidas na alma, reforçam e transfiguram as naturais.
Leitura pela 3ª edição inglesa (Virtuous Leadership: An Agenda for Personal Excellence, Scepter, Nova York), que amplia a 1ª edição traduzida no Brasil pela Quadrante em 2011. Obra sob direitos: aqui só há síntese própria e citações breves atribuídas.
Não desprezes as pequenas coisas, porque no contínuo exercício de te negares a ti próprio nessas coisas fortalecerás a tua vontade, para seres em primeiro lugar senhor de ti mesmo. E depois, guia, chefe, líder.
O lugar deste livro no acervo
Este não é um livro de teologia ascética nem de teologia mística, e por isso fica numa família à parte, a das leituras sobre virtude e caráter. O que o aproxima do resto do acervo é a matéria: são as mesmas virtudes cardeais que os manuais tratam, aqui consideradas no terreno do governo de si e dos outros.
Dois pontos de contato merecem registro. A última parte trata da fé, da esperança e da caridade infundidas na alma, e do modo como reforçam e transfiguram as virtudes adquiridas pelo esforço, que é matéria própria do tratado das virtudes. E a parte dos meios práticos propõe exatamente o exame de si, o acompanhamento de quem sabe e o plano de vida, os mesmos instrumentos que a tradição ascética entrega a quem quer avançar.
A leitura corre pela terceira edição inglesa. As sínteses são próprias, em português, e as citações do original vêm sempre atribuídas e em extensão breve, como a obra está sob direitos.
A edição brasileira de 2011 traz cinco partes; a 3ª inglesa, seis. O conteúdo é o mesmo nas quatro primeiras. Onde a numeração diverge, a ficha indica o lugar correspondente na edição da Quadrante.