Fundamentos
O que é a vida interior, a vida da graça e o fim para o qual fomos criados: a união com Deus.
Fui criado para a glória de Deus, fim último e único bem essencial de toda criatura. A felicidade do homem é fim segundo, anexado a essa glória e dela dependente.
A vida cristã é participação finita, mas real, da vida de Deus: a graça é semente da glória, vida eterna já começada na alma.
Da graça santificante, princípio vital da alma, brotam as virtudes infusas e os sete dons: um organismo completo, dado no batismo e destinado a crescer inteiro.
As três Pessoas divinas habitam a alma em graça como num templo, presença de amizade mais íntima que a do Criador nas coisas.
Toda santificação vem por Cristo, causa e cabeça do Corpo Místico. Maria coopera de modo subordinado, e a consagração ensinada por Montfort aparece nos três sistemáticos.
A perfeição consiste essencialmente na caridade, não nas obras exteriores. Sobre a sua plenitude os autores dividem-se: exige ou não o estado místico?
Não podemos conhecer com exatidão o próprio avanço, e é bom que não possamos. Há, porém, sinais prováveis, que Faber e Santo Tomás enumeram.
Todos os batizados devem tender à perfeição, cada um segundo seu estado. Faber defende, com dossiê de autoridades, que ela é possível sem sair do mundo.