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oratio·leo
Oratório de teologia ascética e mística

Vida Interior.

Ducam eam in solitudinem, et loquar ad cor eius.

Oseias 2, 16
A vida interior

O Reino escondido no coração.

Vida Interior é um oratório de estudo da teologia ascética e místicateologia ascética e místicaA parte da teologia que trata do caminho da alma para a perfeição: a ascética, o esforço com a graça; a mística, a ação de Deus na alma.. Reúne, em ordem e com fidelidade às fontes, o que os mestres da tradição ensinam sobre a vida da alma com Deus: os conceitos por tema, um caderno de leitura para cada obra, um curso guiado e o mapa do percurso. É, antes de tudo, um lugar para estudar, reter e voltar.

E a vida interior é a própria vida da graça, recebida no Batismo e crescida na alma até a união com Deus. Antes de ser esforço ou método, é presença: as três Pessoas divinas habitam em quem as acolhe. Quem me ama guardará a minha palavra, diz o Senhor, e a ele viremos e nele faremos morada (João 14, 23). Tanquerey, cujo Compêndio serve de mapa a este oratório, chama-a a vida da alma com Deus, sustentada pela graça e desdobrada nas virtudes.

A medida da vida interior é uma só: fazer, em tudo, a vontade de Deus.

Toda ela cabe, segundo Pollien, num só princípio, o cumprimento da vontade de Deus, de onde o resto se deduz. E pede por condição o recolhimentorecolhimentoO voltar-se para dentro, aquietando os sentidos, para atender a Deus presente na alma., o voltar-se para dentro, onde Deus aguarda. Santa Teresa chamou a alma de castelo interior, e ensinou que na morada mais funda mora o Rei; para chegar ali é preciso silêncio, vacate et videte, aquietai-vos e vede que eu sou Deus (Salmo 45, 11).

Regnum Dei intra vos est.

O Reino de Deus está dentro de vós.

Lucas 17, 21

Esta vida escondida não se fecha em si mesma. Dom Chautard mostrou que ela é a alma de todo apostolado, e que a ação exterior seca na raiz quando não brota dela. Garrigou-Lagrange recorda que esta é a via normal da santidade, prometida a todo batizado. É a esta vida que as páginas seguintes servem, reconduzindo sempre aos livros, à oração e, por eles, ao seu único fim, que é Deus.

O princípio

Deus não como parte, mas como centro.

Iluminura em moldura dourada. No alto, Cristo entronizado numa mandorla de ouro, a mão direita erguida em bênção e o orbe na esquerda, com raios que se abrem por todo o céu estrelado. Ao centro, embaixo, um homem ajoelhado de costas, com os braços abertos, atravessado por uma coluna de luz que desce até ele. À esquerda, uma terra escura e seca, de árvores mortas e cidade em ruínas, onde jazem despojos de uma vida dispersa, uma coroa caída, uma máscara, uma ampulheta, um alaúde, joias derramadas e taças tombadas, e fios de luz que se desviam e se perdem. À direita, um vale fértil ao amanhecer, com fonte de água viva, flores, ciprestes e um caminho que sobe até uma igreja no alto da colina.
Os dois destinos do mesmo material da vida. À esquerda, o que se dispersa quando não há centro: os bens ficam onde caíram, e a luz se desvia em fios que não chegam a lugar nenhum. À direita, o caminho que sobe, porque tudo foi ordenado a um só fim. Ao centro, o homem atravessado pela luz que desce, e é dele que a diferença depende.(Imagem autoral. oratio.leo · por Leonardo Jacobsen)

Deus, de quem tudo procede, é também o fim para o qual tudo deve ser ordenado. A sua glória é o fim essencial da criatura, e a felicidade humana, longe de competir com essa glória, realiza-se precisamente na união com ele. A vida interior começa quando essa verdade deixa de ser apenas uma ideia religiosa e se torna o princípio ordenador de toda a existência.

Quando Cristo ocupa o centro, a inteligência, os afetos, a família, o trabalho, as necessidades do corpo, a oração e a caridade conservam a sua realidade própria, mas convergem para um único fim. Deus não destrói a multiplicidade da vida: reúne-a, ordena-a e eleva-a. Dessa unidade nascem a simplicidade e a força.

Quando ele é reduzido a um compartimento religioso entre tantos outros, não está ausente, mas passa a ser apenas mais uma parte. O pensamento de Deus, o amor de Deus e a busca de Deus disputam então espaço com interesses, desejos e preocupações que seguem direções próprias. Sem um verdadeiro centro, a alma se divide, as forças se dispersam e os esforços perdem fecundidade.

A verdadeira piedade não consiste em acrescentar Deus à vida, mas em permitir que ele reúna a vida inteira em si.

Por onde começar

Três passos para quem chega. Nada precisa ser lido em ordem, mas este é o caminho mais simples.

Estude comigo

O caderno de bordo deste oratório: o que está sendo lido e anotado, registrado a cada estudo. Acompanhe de perto, ao seu passo.

oratio.leodiário de leitura
em leitura· atualizado 5 set

Pollien · A Vida Interior

Concluído o Livro I da Segunda Parte, A vontade revelada. A seguir, o Livro II, A vontade de beneplácito.

  1. Concluído o Livro I do Caminho com os capítulos 7 a 10: a piedade sacerdotal na liturgia e no direito canônico, a piedade religiosa na Regra, o espírito de piedade, que atravessa a lei até a vontade que ela exprime, e as conclusões práticas.

  2. Capítulos 1 a 6 do Livro I do Caminho: onde a vontade de Deus se manifesta, nos mandamentos, na Igreja, nos conselhos e nos deveres de estado, e como o homem a segue, conhecendo, amando e executando o dever.

  3. Aberta a Segunda Parte, O Caminho, com o capítulo preliminar sobre a vontade de Deus: as duas mãos que a manifestam, as duas habitações do Espírito Santo e a divisão dos três Livros que se seguem.

  4. Concluída a Primeira Parte com os capítulos 7 a 10 do Livro IV: o purgatório, e depois o resumo de tudo em três palavras, a unidade, a paz e o apelo final aos sacerdotes.

  5. Capítulos 4 a 6 do Livro IV: os dois sentidos do estado de perfeição, a correção de quem confunde perfeição com privação, e a consumação, que é o quinto grau da piedade.

  6. Abertos os cumes com os capítulos 1 a 3 do Livro IV: o que é a perfeição e a escolha do mais perfeito, e depois do que ela se despoja e do que se reveste.

  7. Aulas 8 a 12, que abrem e percorrem a parte sistemática: a natureza da teologia e a psicologia do ato de fé, os dois momentos do método, os dez lugares teológicos, o exame do pobre como lugar teológico e a vocação eclesial do teólogo.

  8. Retomado o curso do Padre Paulo Ricardo com as aulas 4 a 7, que fecham a parte histórica: Tomás de Aquino, a ruptura de Escoto e Ockham, a revolução luterana e o balanço sobre fé e razão.

  9. Concluído o Livro III com os capítulos 7 a 9: o estado geral da sociedade, a sede do mal na inteligência que não vê, e a reparação, que pede um hábito e não apenas uma boa intenção.

  10. Capítulos 1 a 6 do Livro III: a fuga do pecado venial, a imperfeição em sua natureza e em seu mal, a retidão da vida e o exame do estado da própria alma.

  11. Refeito o capítulo 9 do Livro II pela edição brasileira, com o quadro dos graus da desordem e da piedade, e abertos os Livros III e IV.

  12. Anotados os capítulos 6 a 10 do Livro II: o apego às criaturas e ao eu, os efeitos e os graus da desordem, e a fuga do pecado mortal. Com eles fecha-se a Primeira Parte, na via purgativa.

  13. Capítulos 4 e 5 do Livro II: a glória divina e o serviço, a finalidade individual e a social da vida.

  14. Reescrito o capítulo 1 do Livro II com a abertura da edição brasileira: as três obrigações, a verdade, a caridade e a liberdade.

  15. Aberto o Livro II, A organização, e anotados os capítulos 1 a 3: as obrigações, a essência e a virtude da piedade.

  16. Concluído o Livro I com os capítulos 8 a 10: a lei sintética, a ordem essencial da criação e o resumo do Pai-Nosso.

  17. Capítulos 6 e 7 do Livro I: o uso das criaturas e o prazer criado. Inaugurada também a enciclopédia de Conceitos, com os oito verbetes de Fundamentos.

em esperaTanquerey · Royo Marín · Garrigou-Lagrange · Chautard · Faber · Scupoli · Saudreau
Reflexão do dia
O autor

Sou médico, católico em caminho, e mantenho estes oratórios como estudo pessoal, partilhado com quem queira acompanhar.

Sobre o oratório →
A Imitação de Cristo

O oratório dedicado ao clássico de Tomás de Kempis.

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As Sete Virtudes

Uma peregrinação pelas virtudes e o combate aos vícios.

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